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     ARTE EM FOCO

SOMOS CRIATIVOS

Você sabia que a criatividade está intimamente ligada a inteligência e a personalidade? Nos dias de hoje temos uma “corrida pelo ouro” que para muitos, torna-se nociva para o desenvolvimento do processo criativo, porém para outros, é a chave para seu início. A maioria dos processos criativos do nosso tempo foi concebida em momentos de crise, independente se para o bem ou para o mal, tais como: a bomba atômica, a fabricação de automóveis em série, o avião, a lâmpada, os mísseis, entre outros. E todos eles foram também o início de outros processos criativos. É lógico que a íntima ligação que a criatividade tem com a inteligência e a personalidade vai direcionar o processo, mas não podemos esquecer que, ela se desenvolve através de uma mente livre. O que é ter uma mente livre? É quando o indivíduo trabalha seu desenvolvimento através de estudos e leituras, chegando a suas próprias conclusões sobre diversos assuntos e com isso, sua mente pode “viajar” por qualquer área, tempo ou espaço. Geralmente você encontra pessoas assim, nas áreas artística e científica, mas isso não quer dizer, que indivíduos de outras áreas não possam desenvolvê-la de maneira hábil e inteligente. Estudar e ler são coisas maravilhosas na vida das pessoas, porém nem todos tem a disposição de tornar esses hábitos uma rotina. Nos dias de hoje, só não estuda ou lê quem realmente não quer, pois depois da evolução tecnológica, todos podem ler ou estudar através de celulares, tablets, computadores, etc. Você tem interesse em ser criativo? Quer vislumbrar mudanças na sua vida? Tornar tudo mais simples na sua mente? Então está na hora de desenvolver seu potencial, desenvolver sua criatividade. Vamos lá!

Teresa E. Calgam

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A ARTE PÕE ORDEM NAS COISAS

A ordem pela qual as pessoas escolhem o que vem em primeiro, segundo e terceiro lugares, por exemplo, no campo das satisfações e prazeres, varia de uma pessoa para outra. Há sim, quase um consenso quando o assunto é prazer e, imediatamente se elege o favorito: em primeiríssimo lugar vem “aquiiiilllooo”. Mas para quem mexe com arte, o prazer também pode ser muito grande, e seguramente o é. Só quem se envolve com arte é que sabe do que estou falando. Fazer uma pintura como se imaginou na pré-concepção é esplendoroso. A arte tem esse poder magnífico, que é o ampliar, esticar, prorrogar por tempo indeterminado a sensação de que a vida pode ser possivelmente bela, agradável, encantadora. Consegue até, por algum tempo, dentro do tempo em que o espectador se debruça sobre a pintura por exemplo, a sensação de que a vida é melhor do que lhe parece. Para quem se permite, a arte pode fazer com que a ficção esmague por completo a realidade, na maioria das vezes. Enquanto o olhar estiver fixo numa peça artística, a vida como ela é, não consegue a passagem para ter visibilidade nas retinas do observador. Ajuda a reforçar o axioma: “Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo”. Felizmente!

JG Fajardo

CULTURA ENRIQUECE UM PAÍS

Sabe qual é o produto que mais contribui para a elevação do PIB num país de primeiro mundo? Não pense que você está lendo a coluna de economia ou finanças; estou falando do produto mais nobre que um país que quer dar certo investe: é o produto cultural. O produto cultural é muito vasto e um marketing perfeito para um país. Quando nós compramos gêneros alimentícios, muitas vezes não atentamos de onde vem, mas novelas, filmes, festivais, obras de arte, sabemos com certeza. Olha ai o marketing. Se perguntarmos de onde vem os melhores filmes, todos responderão: Estados Unidos; obras de arte: França, Holanda, Espanha; novelas: Brasil. Sendo assim, porque não investir em um produto que já provou dar certo; além do que, uma nação precisa ter cultura própria, e esta ser identificada em qualquer lugar do mundo. Os poucos investimentos feitos no Brasil vão para teatro, televisão, cinema e alguns shows. Quando vão para artes plásticas, geralmente são exposições de fora. Necessitamos de mais espaços para expor, imparcialidade dos curadores, patrocínio e mais união na classe. Hoje, na maioria das vezes se pratica a arte do “Q.I.”, o famoso quem indica; perdendo-se assim, ótimos talentos. Na imprensa, idem; com isso, temos nosso produto cultural mal divulgado, mal consumido e às vezes, mal representado. Com uma boa divulgação nosso produto se torna bem aceito e consumido, aqui e no exterior, trazendo dinheiro para o artista e para o país. Agir com inteligência faz bem a todos, valorizar nossa cultura é preciso e divulgá-la, imprescindível.

Teresa E. Calgam

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CONCEPÇÕES EQUIVOCADAS

Em 1998, minha mãe escutava o Show do Antônio Carlos na Rádio Globo, quando o mesmo disse: “- … com esse desemprego, todo mundo está virando artista plástico.” Na época eu já previa o que estava para acontecer, era o infeliz saturamento da profissão (artista plástico) através de “artistas nascidos da noite para o dia” e estes com uma mídia que fica difícil de entender. Aos poucos, muitas críticas a todos que faziam o figurativo, pois de repente se tornou coisa do passado e vou mais além, a arte era aquela que precisava abstrair tudo, ou seja, para que as pessoas não vissem nada. Essa situação também chamou atenção pelo fato de que todos, sem exceção, são artistas plásticos. Ninguém mais é desenhista, pintor, escultor, etc., porque se “consideram artistas plásticos”. É uma concepção equivocada, pois artista plástico é aquele que tem conhecimento em todas as áreas, ou seja, sabe ilustrar, desenhar, pintar, esculpir, entre outros, e esse poucos o são. Quem só desenha é desenhista, quem só pinta é pintor, quem só esculpe é escultor e assim sucessivamente. Imagine encomendar a um desenhista uma escultura; esculpir está além da capacidade do desenhista, mas mesmo assim ele aceita e a pessoa não fica satisfeita com o resultado. Por que não? Porque ele é só desenhista. Esse exemplo mostra a diferença, pois o artista plástico faria com a mesma competência tanto o desenho, como uma pintura ou escultura. Não se pode confundir as coisas ou fazer com que sejam mal interpretadas, isso denigre a imagem não só do artista, mas sim da classe.

Teresa E. Calgam

NATUREZA ARTÍSTICA

Como coloquei em um outro texto, o nosso país investe pouco no produto cultural. Sendo assim, vou começar por um parágrafo abordado anteriormente: “…Necessitamos de mais espaços para expor, imparcialidade dos curadores, patrocínio e mais união da classe. Hoje, na maioria das vezes se pratica a arte do “Q.I.”, o famoso quem indica; perdendo-se assim, ótimos talentos. Na imprensa, idem; com isso, temos nosso produto cultural mal divulgado, mal consumido e às vezes, mal representado.”

Por conta da união mencionada acima e da valorização da arte, vou apresentar um grande talento que começou em terras fluminenses e desembarcou na cidade do Rio de Janeiro; estou falando do artista JG Fajardo.

Quando o conheci, vi que estava diante de um grande talento, de um artista palpitante de vida e que jamais deixaria de “respirar” através de seu dom. Trabalhou muitos anos na área publicitária, mas sua felicidade profissional chegou quando começou a fazer parte de um atelier de desenho e pintura como professor e através deste, participou de exposições e salões no Rio de Janeiro, recebendo várias premiações. Porém Fajardo queria mais, queria algo diferente, não queria ser comedido e nem que seus desenhos e pinturas fossem meramente ilustrativos, queria mostrar nos seus trabalhos emoção, vida pulsante e às vezes, uma pitada de humor. Em algumas obras existe um certo retorno “as origens.” Penso que ele conseguiu trazer alma a sua arte, ou fazer com que as pessoas viajem através dela.

Sempre almejando o aperfeiçoamento e a verdade de seus propósitos, ele segue seu caminho, declarando seu amor ao figurativo e aos iluminados mestres da pintura.

Teresa E. Calgam

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O PODER DAS IDEIAS

Estou sempre sendo convidada para eventos e por isso, falo de exemplos. Alguns anos atrás fui a uma festa agropecuária no interior de Minas. Andei por tudo até que vi um espaço chamado “Áreas Proibidas” e, fui até lá. Chegando, fui recepcionada nesse espaço cultural – no sentido mais amplo da palavra – onde havia um belo portal de concepção original e muito bom gosto, que levou em consideração o próprio marco arquitetônico da cidade, que são os torreões da estação ferroviária; este foi criado pelo Pintor e Ilustrador Fajardo. Ao lado se via uma locomotiva reproduzida em madeira por Rolando Amaral. Quando ultrapassei o portal fiquei impressionada com o que vi, arte por todos os lados, confeccionada por artistas locais como: José Heitor (com a escultura Carijó e Pau de Sebo), Fausto Pauá (miniaturas de locomotiva e bonde), Pedro Antonio da Silva e Henrique Ferreira de Oliveira (fogão a lenha) entre outros, além da história das cinco cidades que fazem parte do circuito das Áreas Proibidas. Era incrível ver tamanha organização e minúcias em tudo. Conversei com um dos idealizadores do projeto, Plínio Alvim, e vi a grandiosidade dessa idéia, pois a mesma não parou por ai e nem começou na festa. Existia uma mobilização de pessoas abnegadas que estavam atravessando a ponte que une teoria a prática, porque chegaram a tal grau de amadurecimento pessoal que perceberam que quase todo o sonho se transforma em realidade, desde que a pessoa realmente queira. Para isso não basta a um ser humano ser apenas bom, é preciso ser inteligente e ter coragem, não ficando apenas no canto das intenções. É com grande pesar, que vejo idéias e projetos como estes serem inalcançados e incompreendidos por causa da má vontade, competição de poder e ignorância de pessoas que não respeitam e nem valorizam o trabalho alheio e, muito menos o grande valor que tem a cultura do país. É como a velha estória do beija-flor apagando sozinho o incêndio na floresta; cada um deve fazer a sua parte para que tenhamos a valorização da nossa cultura e imagem e mais ainda, o respeito e admiração de outras nações, para sempre podermos dizer com orgulho que somos brasileiros. Para terminar, como dizia Bernard Shaw: “- Os sensatos se amoldam ao mundo… Enquanto que o mundo se amolda aos insensatos.” Como exemplo, temos Santos Dumont – inventor do avião.

Teresa E. Calgam

QUEM SABE, SABE

Ensinar é um dom, e por isso deve ser respeitado. Ser artista também. Quando uma pessoa tem talento, ela procura estudar tudo sobre o assunto, vai à biblioteca, internet, compra livros, conversa com outros artistas, estuda com um deles… Quando tem aptidão, ela vai estudar muito mais, fazer mais cursos, ou seja, terá mais empenho, mas quando essa pessoa lê revistas de pintura com moldes para copiar ou tem um mês de aula e acha que sabe tudo, fica realmente complicado. Pior ainda é quando essa mesma pessoa se acha capaz de ensinar pelo mesmo método que aprendeu. O professor de arte tem um grande compromisso para com o aluno, pois ele estará formando artistas que mais tarde, estarão divulgando o seu trabalho, independente do estilo ou da técnica. Sendo assim, se um artista, que se propõe a dar aulas, não é gabaritado para isso, este formará outros artistas com os mesmos erros, vícios e distorções que ele comete. Pode não parecer, mas isso é muito sério. Existem três tipos de alunos. O primeiro são os que querem um curso de arte como arteterapia, nesse caso, o aluno vai a aula para aprender ou somente passar o tempo em um lugar agradável socialmente. No segundo, temos os admiradores, que sempre quiseram aprender, mas por conta de trabalho ou estudo, não tiveram tempo e quando esse tempo surge, dedicam-se bastante para ter um resultado de satisfatório a ótimo. Chegamos ao terceiro. Nesse grupo, temos os alunos que querem se desenvolver para ser um profissional na área. A dedicação deles é necessária para que o desenvolvimento seja gradual tanto no aprendizado, quanto no comportamento. Para cada grupo, o professor/artista precisa ter um encaminhamento diferente, onde cada aluno se sinta satisfeito e realizado no seu aprendizado. É necessário ensinar com responsabilidade, pois ser artista é uma profissão especial e como outra qualquer.  

Teresa E. Calgam